POEIRA NO VENTOEu detesto música sertaneja em quqlquer de suas divisões, seja romântica, raíz ou universitária... Mas como tudo na vida há algo q sempre se salva no meio de tanta coisa ruim... Outro dia ouvindo rádio (coisa q é difícil eu fazer por conta disso mesmo, se deparar com coisa ruim) estava tocando uma música um pouco antiga do Zezé Di Camargo & Luciano, acho até q é a única música deles com o mínimo de conteúdo, pq é uma música q nos faz pensar na vida, no seu sentido, nas coisas q ficam pra trás... Mas como eu disse, é difícil achar algo bom em sertanejo, tanto q essa música começa bem, com uma letra reflexiva, depois cai num refrão dor de corno e meloso!!! O nome da música é "Pior é te perder" (nome pior não poderia ter), e vou colocar aqui só a parte q me faz pensar, o resto eu descarto com gosto!!!
"Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
Quanta gente a gente vive deixando pra trás
Mas tem coisas nesta vida que não voltam mais
A primeira namorada
A professora do jardim
Companheiros de estrada
Não se lembram mais de mim
Amizade abandonada
Só colegas de profissão
A família separada
Meus vizinhos eu nem sei quem são"
O q gosto nessa música, q me faz pensar e até sentir mal, é sobre o entra e sai de pessoas em nossas vidas e q inevitavelmente acabam saindo delas tão misteriosamente como entraram... Já repararam nisso, qtas pessoas entram em nossas vidas, qtas convivemos, algumas por pouco tempo, outras por muito, mas acabam saindo sem menor explicação??? Não digo no sentido de morte, nesse caso a morte tem sentido, a pessoa não está mais em nossa vida pq morreu, mas o estranho é isso, alguém está do nosso lado hoje e a vida faz cada um seguir caminhos opostos e qdo notamos essa pessoa q fazia parte do nosso cotidiano não é nada mais do q uma pequena lembrança escondida na memória...
Lembro da minha professora do jardim, não só dela como dos coleguinhas, depois vieram os da escola, depois os da faculdade e foram assim, sumindo um por um, fizeram parte da minha vida por anos, sentavam perto de mim, conversávamos todos os dias, eram pessoas q se for ver eu eu convivi mais q minha família durante aquele tempo e assim do nada sumiram...
Isso de primeira namorada então é cômico, no tempo do "ninguém é de ninguém", na festa do passa a mão, as pessoas não lembram nem o nome de quem beijou na boca ontem quanto mais da primeira namorada!!!
O mesmo q vivemos na escola, vivemos no trabalho, em 3 anos q estou na escola em q leciono, quantas pessoas passaram por lá, ou sairam pq encontraram coisa melhor, ou foram demitidos mesmo e eram pessoas q eu convivia tanto e fica só aquela promessa, "não é pq eu vou parar de trabalhar aqui q não vamos mais nos ver, vamos marcar algo...", e tentamos marcar várias vezes, mas nunca voltamos a nos ver...
Como professor tô vendo isso tb, q alunos vão e vem, mas eu me apego aos diabinhos viu!!! Tenho alunos q estão comigo desde o início, são 4 anos de curso, estão comigo há 3, estou os vendo crescer, tenho mais 1 ano com eles e depois eles tomam seu rumo, é como um pai q fala pra um filho, "voe"... E eles voam mesmo, pra nunca mais!!!
O mais triste mesmo é família, minha irmã mais velha e os meus sobrinhos da parte dela, por exemplo, fico meses sem ver, falo por telefone pelo menos uma vez por semana, mas ver mesmo não vejo, muito difícil...
Idem pra isso q estou reclamando, amigos de escola, do trabalho, virtuais, da vida, estão aqui, logo não estão mais, de vez em quando recebemos um telefonema ou fazemos um, mandamos uma mensagem no Orkut, mas o convívio, aquilo de dia após dia a pessoa estar lá, não mais...
Por causa do post q fiz sobre filmes q não passam mais na "Sessão da Tarde", acabei descobrindo q "As Setes Faces do Dr Lau" é baseada no livro do autor Charles G. Finney, a curiosiade foi tanta q acabei comprando o livro... Apesar de amar o filme, ele e o livro não tem praticamente nada em comum, mas uma cena do filme, uma das melhores, é descrita igualzinha no livro, em q uma velha fofoqueira, amarga e solterona vai consultar o vidente, na verdade ela quer q ele diga o q todos nós queremos ouvir, "Vc vai ficar rico, vai encontrar uma pessoa linda, fiel e tão rica quanto vc e vcs viverão felizes para sempre", mas o q o vidente diz à ela é q ela irá viver sua vida medíocre assim como é pela eternidade, não encontrará petróleo algum em suas terras, não encontrará nenhum amor, nem bom nem ruim, não terá amigos, não irá viajar, nada, vai continuar a viver sua mediocre existência sozinha... No fim a velha acaba nem se importando para o q o vidente falou e ainda diz para a vizinha q ele só disse coisas maravilhosas, q ela poderia se consultar sem arrependimentos!!!
Foi outro fato q me deu medo, a expectativa com o futuro, minha parte nesse mundão de Deus, como mero mortal tb me iludo, penso q um dia vou me dar bem na vida, q vou conhecer alguém legal, q vou construir coisas boas, sei q diferente da velha tenho q correr atrás disso, mas quem garante q isso vai acontecer???
Engraçado q fiquei mal qdo li esse trecho do livro e dois dias depois fui ver o filme "Up - Altas Aventuras", q me deu um verdadeiro up como o próprio título remete!!! Não quero me aprofundar muito pra não estragar pro lado de quem não viu o filme e quer ver, mas ele fala disso, q pensamos a vida inteira em construir algo, de fazer o impossível, de viver uma grande aventura e esquecemos disso, viver é a maior das aventuras, cada dia é uma aventura nova pelo desconhecido!!! Não sabemos o q o amanhã nos trará, o negócio é viver!!! O protagonista do filme, q é um velhinho de seus 80 anos, passa avida querendo ir atrás duma grande aventura, qdo no fim, sem querer descobre uma mensagem de sua falecida esposa e nota q a maior aventura em q ele viveu foi a q passou ao lado dela, a cada dia q viveram juntos, em sua vida normal...
Da mesma forma q me senti um medíocre com a velha da história do Dr Lau, me senti um aventureiro e sortudo por viver cada dia como a velhinha do Up...
Hoje com a estréia da nova novela das 8 "Viver a Vida", fica aí essa temática, viver, cada um viver a sua vida e com ela aprender algo e como diz o mestre Tom Jobim no tema de abertura da novela, "Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão, Sei lá, sei lá, Só sei que ela está com a razão".
PS: Me surpreendi com a indicação da
Ana Kátia pro Blog Day, data q eu nem sabia q existia!!! E me surpreendi pq a Ana é uma dessas pessoas q perdi o contato como disse lá em cima, e vou dar uma puxada de orelha nela q diz q passa aqui, mas se passa não comenta, então como vou saber q passa???
Ela diz lá q racha de rir com as coisas q eu falo, lembro q ela passava aqui anos atrás, qdo eu ainda era o Coringa, o engraçadinho, mas hoje tô me achando tão velho, tão filosófico, não faço mais piadas como antigamente, mas não perdi minha indentidade, qdo é pra dar esculacho é comigo mesmo!!! huauhauhahua